
Sebastião Salgado, um dos maiores nomes da fotografia mundial, faleceu nesta sexta-feira, aos 81 anos. O artista vivia em Paris e enfrentava complicações de saúde causadas por uma malária adquirida nos anos 1990. Reconhecido por sua obra humanista e engajada, Salgado deixa um legado de imagens que documentaram dramas sociais e ambientais ao redor do mundo.

Nos últimos anos, a saúde do fotógrafo se deteriorou. Em uma abertura de exposição recente na Normandia, na França, já demonstrava sinais de fragilidade. Segundo pessoas próximas, os tratamentos que ele utilizava haviam perdido eficácia. Apesar das limitações físicas, Salgado continuava participando de eventos ligados à sua obra e aos projetos ambientais que criou com sua esposa.

Na Bahia, Sebastião Salgado teve forte presença com exposições marcantes em Salvador, como “Êxodos”, que retratava populações em movimento forçado, e “Índios Korubo: Vale do Javari”, exibida durante o Fórum Social Mundial. Suas fotografias impactantes revelaram rostos e histórias de comunidades invisibilizadas, consolidando sua trajetória como artista e ativista.
Fundador do Instituto Terra, Salgado também se destacou na luta pela recuperação ambiental. A organização comunicou sua morte com pesar e destacou seu papel como mestre, inspirador e agente de transformação. Seu legado permanece vivo por meio de suas imagens, suas ideias e de todos que seguirão cultivando os valores que ele defendeu em vida.



